sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A vida continua....

      Eu nunca me apaixonei. Nunca conheci o amor! Que triste... Será que vou morrer sem nunca ter me apaixonado? Ainda sou jovem: quinze anos. Todos os meus quinze morei com minha avó. Ela não me respondeu quando perguntei se mamãe tinha me colocado aos cuidados dela pelo fato de estudar no colégio onde ela é diretora. Ou pelo fato de meu pai ter nos abandonado e ela sozinha não iria conseguir me criar... Minha rotina até esses dias era tão feliz. Como eu me sentia feliz há meses atrás... Assistindo novelas na companhia de minha avó ficava pensando que, quando eu me apaixonasse, seria igual, eu iria fazer igual, iria tratá-la bem... Aquilo tudo que eu assistia nas novelas me motiva encontrar alguém, ter uma namorada. Meses atrás eu estava procurando pelo amor: pelas ruas, na escola, minha vizinha, até onde antes não fazia sentido... Será essa minha paixão? Namorarei aquela? E essa, como chegar nela? ...Mas não era nenhuma delas. As vezes parecia que elas nem me notavam. E o amor nunca existiu. Mesmo aqui no hospital, eu fico pensando: talvez o amor está entre as enfermeiras, talvez eu conheça uma garota com a minha mesma doença, talvez outra, e vamos fica pensando em como poderíamos ajudar um ao outro, não importa, eu vou...

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