domingo, 15 de julho de 2012

No inferno é mais quente

     Quando estou caminhando pelas ruas ouço fragmentos de conversas, frases ou apenas palavras soltas de pessoas que passam por mim ou que ficam paradas em esquinas conversando. Observo as pessoas que cruzam meu caminho e também sou observado por toda parte. Não que eu fique procurando ouvir conversas ou olhando para todos, é que, algumas coisas não podemos evitar. Quando estou nas ruas sou obrigado a ouvir desde conversas bobas à música ruim tocada em uma loja ou no carro. A criança que chora enquanto outra dança ao som da música. A mulher ou o homem que fala alto entre o qual simplesmente tenta se esconder entre as pessoas da multidão. Por esses dias eu passando pela calçada de uma rua qualquer, ouvi conversa de mãe e filho que estavam dentro de um carro parado. O típico carro com adesivos de que D’eu’s é 100% ou D’eu’s é amor, essas coisas... Lembro-me que quando passei ao lado do carro ouvi o filho dizer à mãe:

– Mãe, deixa eu abaixar os vidros aqui atrás? Porque tá muito calor! – Realmente deveria estar muito quente dentro do carro. Eram 13 horas e o sol brilhava no para-brisa.
– O vidro do carro está quebrado. Não abre. E fica quieto aí! Você e seu irmão estão bagunçando demais, se continuar assim vocês vão pro inferno e no inferno é mais quente que isto! – Disse a mãe sentada no passageiro da frente. Ela se abanava usando uma toalha na mão esquerda enquanto o seu braço direito estava para o lado de fora pela janela do carro. Pelo jeito, só os vidros traseiros estavam quebrados...

Nenhum comentário:

Postar um comentário